Guardiões da Serrinha do Paranoá em defesa das águas


O programa do voluntariado do Banco do Brasil apoia o projeto Ecotrilhas da Serrinha do Paranoá – Fase ll com a coordenação do Instituto Oca do Sol. O objetivo adaptar 1 das 5 trilhas da Serrinha do Paranoá, e facilitar o acesso as pessoas com necessidades especiais nesta Área de Proteção Ambiental do Planalto Central e do Paranoá em Brasília – DF. O trabalho vem sendo realizado com os cadeirantes e deficientes visuais e auditivos para adaptação da trilha e treinamento de guias. No Ecotrilhas Fase I foram identificadas as espécies nativas para preservação do Cerrado. O sonho da comunidade é transformar a área e um Parque para que todos possam usufruir da natureza. O Ecotrlhas ll, coordenado por Paulo Cezar e Maicon Braúna , do Instituto Oca do Sol, conta com as parcerias dos escoteiros e dos grupos de ciclistas e de caminhantes de Brasília , da comunidade local, do ICMBio, Sociedade Civil (FONASC. CBH), escola Aspalha, da administração do Lago Paranoá, para atingir o objetivo principal capacitar jovens para serem os Guardiões da Água, com a formação de agentes ambientais em um trabalho extensivo realizado na Primeira Colônia de Férias, entre os dias 23 a 26 de julho, na escola ASPALHA.


IDENTIFICAÇÃO DE ESPÉCIES DE PLANTAS NATIVAS DO CERRADO

O engenheiro florestal Fernando Sheflera coordenou a atividade de identificação das plantas, despertando o interesse dos jovens através da dinâmica de reconhecimento, com um galho de planta, identificaram primeiro a espécie da planta entre seus companheiros e depois repetiram o processo com as árvores encontradas na trilha e receberam a orientação sobre poderes medicinais de plantas identificadas.

O trabalho de percepção foi despertado. os jovens ficaram indignados com a quantidade de lixo encontrado no meio do caminho, onde não só havia pedras, mas um caminhão de entulho no meio do caminho.

Os guardiões do cerrado


A equipe da oca do sol (Solange, Noara e Cris Cici) trabalharam a percepção dos sentidos depois de uma longa caminhada na trilha do JERIVÁ.




ENTRE TRONCOS E BARRANCOS


A FLORESTA PRESERVADA, A ÁGUA PROTEGIDA.


Depois da longa caminhada na trilha do jerivá, chegaram, na desejada água sagrada.


Aproximadamente a 4 km da escola ASPALHA, os futuros guardiões da água se refrescaram e se divertiram banhando nas águas do córrego do jerivá. Esta colônia de férias proporcionou uma vivência com diferentes oficinas de conhecimento ambiental, tiveram na abertura do evento a presença de Maria Consolacion presidente da oca do sol, que trabalhou com o mapa na identificação dos 9 córregos que abastecem o lago Paranoá, e a importância de preservar as nascentes para temos água.

os jovens também tiveram a oportunidade de participar da oficina promovida pelo ICMBio, onde vivenciaram na prática as questões relacionadas ao fogo na vegetação do cerrado e estudaram sobre a função da APA do planalto central.

Os voluntários da cruz vermelha contribuíram com a formação dos jovens, com aula prática sobre os primeiros socorros.

O grupo de jovens participou da oficina do serviço de limpeza urbana- slu - de Brasília, e teve informações sobre as condições do lixão de Brasília. A aula prática de material reutilizados e reciclados contou com participação ativa dos jovens.

Também tiveram a oportunidade de participar da oficina sobre a dengue com atividades lúdicas realizadas pelos escoteiros.

E o trabalho não parou por aí, a noite a atividade do des-talento, os meninos fizeram um improviso com rimas no rap.

E para finalizar uma dinâmica com os meninos e as meninas participando do fogo do conselho, administrada pelo chefe dos escoteiros, onde os jovens se organizaram em grupos e apresentaram um teatro baseado em texto escolhido pela equipe. O jogo das palmas e a cantoria à luz da fogueira fizeram parte desta noite quente no cerrado, em meados de julho.

Todas as manhãs, as meninas e os meninos recebiam o desjejum, preparado pelas voluntárias do grupo de escoteiros lys do lago. Estavam bem nutridos com 5 refeições ao dia e aprenderam a lavar seus utensílios colaborando no coletivo.

Pela manhã, hasteavam a bandeira, orientados pelo chefe dos escoteiros Deomar, o qual ensinou a posição das estrelas na bandeira do brasil e seus respectivos estados, também aprenderam a agradecer em forma de oração.

Os dias seguiram com atividades intensas e bem organizadas. O grupo de escoteiros trabalhou as formas de dar nó nas cordas, fizeram um tripé, uma escada com bambu, aprenderam a trabalhar em equipe, a disciplina e esforço necessário para contribuir com os jogos coletivos.

Nas trilhas percorridas, tanto na trilha da pedra dos amigos como na trilha do jerivá, os jovens fizeram o caminho com bastante disposição e curiosidade. Um fato interessante aconteceu no caminho, os jovens encontraram um grupo de meninos jogando bola, eram seus amigos, essa turma começou a seguir os guardiões das águas, e dois desses meninos do grupo de jogadores de futebol, se juntaram oficialmente ao grupo dos guardiões das águas. O grupo aumentou no caminho, no meio do caminho havia meninos, havia meninos no meio do caminho.

Na hora de dormir, os jovens estavam bem organizados, em uma sala de aula da escola, estavam os meninos acompanhados pelo o chefe dos escoteiros Deomar, e na outra sala, as meninas, acompanhadas pela professora Cris Cici. As meninas contaram estórias antes de dormir, meditaram pela graça do dia recebido, e dormiram “nos braços de morfeu”.

Neste relato destaco a dedicação o chefe dos escoteiros Deomar, este marcou presença na vida desses jovens, uma lição que não é vista nos livros de história, o respeito.


FALA LOBO


O grupo plantou couve, salsinha, hortelã, a escola estava perfumada


“De onde vem a água?” foi o tema da equipe da oca para trabalha a proteção e identificação das nascentes com a tecnologia do celular.

Com a arte política “Em nome da água” do fórum alternativo mundial da água com Cris Cici (fonasc) trabalhou de forma lúdica “a lei das águas” PARA A PROTEÇÃO DA BACIA HIDROGRÁFICA DO PARANOÁ E RESTAURAÇÃO.



A diretora da escola ASPALHA Lara, não apenas cedeu o espaço da escola para a realização do trabalho, acompanhou e proporcionou toda segurança aos jovens e contou com as voluntárias Solange e Maria no preparo dos alimentos; Ai que delícia!


DIVERSÃO E ARTE




O chefe dos escoteiros Deomar, desenvolveu junto com sua equipe atividades de cooperação, dinâmica de relacionamento e honestidade.





CERTIFICADO



Segurança ao grupo. Chegamos ao último dia da colônia de férias, os jovens receberam o distintivo do chefe dos escoteiros Deomar e o certificado de agentes ambientais, pelo instituto Oca do Sol. Contaram com a presença do administrador do lago norte apoiando a primeira colônia de férias dos jovens na serrinha do Paranoá.

Agradecemos a todos e todas os participantes, o patrocínio, os colaboradores, os voluntários, pois é desta forma que podemos fazer a diferença, com união, é possível realizar os sonhos de preservação das águas do cerrado



Matéria e fotos by Cris Cici ( FONASC.CBH)

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